banner I
RETRATO DE MÃE
RETRATO DE MÃE
Retrato de Mãe
| | Uma Simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus; e pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça pensa como uma anciã e, sendo velha , age com as forças todas da juventude; quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos; forte, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões; viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios. Não exijam de mim que diga o nome desta mulher se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum: porque eu a vi passar no meu caminho. Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página: eles lhes cobrirão de beijos a fronte; e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria Mãe. (Tradução de Guilherme de Almeida)
|
sábado, 14 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
PRIMEIRA ASSOCIAÇÃO PORTADORES DE PARKINSON DO RN
Sábado, dia 07 de maio de 2011, um grupo com portadores da doença se reúnem para fundar a primeira Associação Potiguar dos Portadores de Parkinson do RN - APOPP.
Uma doença de difícil tratamento e ainda incurável faz parte do cotidiano de muitos brasileiros. Segundo dados divulgados em 2010 pela Associação Parkinson de Brasília, no Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas possuam o denominado “Mal de Parkinson”. A doença degenerativa atinge o sistema nervoso central e possui sintomas que, quando intensos, atrapalha a vida dos portadores e geram, inclusive, preconceitos na sociedade. A tremedeira, lentidão, rigidez e desequilíbrio são a principal deles. Tais sintomas se tornam inconciliáveis para o restante da população que são acostumadas com a exigência de rapidez e eficácia que a vida moderna exige. Esse descompasso com a realidade gera em alguns casos depressão e até exclusão social dos doentes.
Com o objetivo desenvolver um projeto coletivo de melhoria para a qualidade de vida dos portadores de Parkinson é que será fundada a Associação Potiguar dos Portadores de Parkinson do RN – APOPP. A Associação agrega o Grupo de Apoio ao Parkinson de Mossoró liderada por Elma Campelo, portadora da doença. Unido a Elma está outro portador da doença, Domingos Sávio que reside em Natal e resolveu levar o projeto de construir a Associação adiante. Domingos sempre trabalhou auxiliando na criação de Cooperativas e Associações em todo o Estado através da EMATER/RN. Ao descobrir ser portador da doença, há 2 anos, nada mais lógico do que fundar a sua própria Associação de Parkinson até então inexistente no Estado.
A APOPP pretende também reunir esforços para defender os interesses dos Associados e realizar reuniões e palestras esclarecedoras sobre a doença a fim de melhorar a auto-estima dos portadores.
INFORMAÇÕES:
O quê: Assembléia Geral de Constituição da Associação Potiguar dos Portadores de Parkinson do RN - APOPP.
Quando: Sábado, dia 07 de maio de 2011, às 8h30min.
Onde: Auditório da Biblioteca Pública Ney Pontes na Praça da Redenção, nº 17.
Contato: Domingos Sávio – Presidente da APOPP
(84) 9634-2361 e (84) 3086-0485
Elma Campelo – Vice Presidente da APOPP
(84) 9971 - 5276
APOP
quinta-feira, 21 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
CONVITE PARA A AGC
Solicitamos de V. Sa. a divulgação, deste evento, a fim de que a população tome conhecimento de que o Parkinson existe em nosso meio, mas mesmo sendo portador da Doença de Parkinson pode ter uma melhor qualidade de vida.
Estamos à disposição de V. Sa. para os esclarecimentos necessários, ( contactar ELMA MARIA CAMPELO; Fone residencial: 3318-0104; Celular: 8813-6307; e-mail: elmaria_23@hotmail.com)
Sem mais para o momento esperamos contar com o apoio de V. Sa
Saudações Parkinsoniana
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Doença de Parkinson uma síndrome incompreendida
Extraído de: Defensoria Pública da Bahia - 12 de Abril de 2011
A síndrome de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, idiopática (sem causa conhecida). Na Bahia, a síndrome atinge entre 15 e 20 mil pessoas acima dos 60 anos de idade. Para debater o tema da violência contra o idoso, que sofre desta doença, a Defensoria Pública da Bahia participou, na tarde de ontem (11), do V Encontro Baiano de Doença de Parkinson, promovido pela Associação ao Portador de Parkinson e Alzheimer (Abapaz), no Hotel Mercuri, no Rio Vermelho, em Salvador. O Dia Mundial do Parksoniano é relembrado todo ano no dia quatro de abril.
Na pauta de diálogos, foram abordadas as diversas formas de violência sofridas pelos portadores de Parkinson, como isolamento social, falta de medicamento e atendimento médico na rede pública. A mesa de debates foi composta pela subcoordenadora da Especializada de Proteção à Pessoa Idosa da Defensoria Pública, Walmary Pimentel; o representante da Secretaria de Saúde do Estado, Lindeberg Assunção; a professora e doutora em violência contra o idoso da Ufba, Maria Rosário, e o médico neurocirurgião e neuropediatra, Ailton Melo, coordenador do Ambulatório de Neurociências do Hospital das Clínicas e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia.
Para a defensora pública, "a violência contra o idoso é qualquer tipo de violação dos direitos à vida do ser humano, seja no âmbito psicológico ou emocional, por exemplo. Enquanto defensora pública entendo que a pior violência nesse caso é o descumprimento ao art. 3º, da Constituição Federal, que assegura ao idoso o direito à vida, , à saúde, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, entre outros direitos", analisa. Segundo o médico especialista Ailton Melo, "o evento aproximou as diversas instâncias do poder público dos portadores e de seus familiares, reforçando os direitos dessas pessoas. Além disso, os participantes puderam expor suas demandas e esclareceram dúvidas". pontua ele.
O aspecto da educação familiar foi abordado pela professora Maria Rosário. "Precisamos em casa perguntar aos nossos filhos o que é ser idoso, discutir as demandas nas comunidades, nas escolas e, sobretudo, oferecer uma melhor qualidade de vida para quem um dia já cuidou e precisa agora de cuidados", ressalta. Concorda com ela Rosália Teixeira (70), que convive com o esposo Rafael Silva (73) há quase 40 anos. Ele é portador da síndrome de Parkinson há 33 anos e, para a esposa, "o preconceito é o mal que deve ser extinto da sociedade. Os cuidados devem ser redobrados, conviver com a doença é difícil porque mexe com o sistema nervoso, mas por outro lado o amor que ele recebe de mim e da família supera as dificuldade", declara.